quinta-feira, 29 de maio de 2008

Células-tronco são capazes de gerar, potencialmente, qualquer tecido do organismo



Células-tronco são capazes de gerar, potencialmente, qualquer tecido do organismo
Sempre atenta às inovações e às melhores oportunidades para os associados e familiares, a ABCD assina convênio com a maior empresa de Criobiologia do país, a Cryopraxis, para coleta e armazenamento de células-tronco
Graças à parceria firmada recentemente pela Associação Brasileira de Cirurgiões-Dentistas, ABCD, seus associados e familiares já podem armazenar as células-tronco do sangue de cordão umbilical. Por meio do convênio assinado em 4 de julho, a Cryopraxis se compromete a não cobrar dos associados da ABCD o valor referente à primeira anuidade de uma bolsa, que seria devida em razão da contratação do serviço de coleta e armazenamento de células-tronco, sob regime de criopreservação de sangue do cordão umbilical. Além disso, os associados da ABCD receberão desconto de 10% nas futuras anuidades cobradas para a manutenção do armazenamento.Em entrevista ao APCD Jornal, a gerente de desenvolvimento da Cryopraxis, Silvia Azevedo, explica detalhadamente o que são as células-tronco, quais são suas funções e como é feita a coleta e armazenagem do sangue do cordão umbilical do bebê no momento do parto.

APCD Jornal — O que são células-tronco?
São células primitivas capazes de gerar, potencialmente, qualquer tecido no organismo. A célula-tronco é objeto de intensas pesquisas hoje, pois poderiam no futuro ser uma excelente fonte para a medicina regenerativa, funcionando como células substitutas de tecidos lesionados ou doentes. Essas células já possuem aplicações reais como no tratamento de leucemias, neuroblastoma, retinoblastoma, linfomas dentre outras e são cada vez mais indicadas para novas doenças. Se levarmos em consideração os avanços na medicina regenerativa, que é aquela que visa a estimular a habilidade do próprio organismo de reparar danos causados por patologias, traumas e pelo próprio envelhecimento, veremos que o potencial dessas células é ilimitado. Já existem relatos da utilização de células progenitoras do sangue de cordão na regeneração de tecidos ósseos, cartilagem, no tratamento de diabetes, de doenças cardíacas e de lesões do sistema nervoso.
APCD Jornal — O que é o sangue de cordão umbilical e placentário e por que ele é tão especial?
O sangue do cordão umbilical é aquele material que levava nutrição ao bebê durante a gravidez e por isso, responsável por dar as condições necessárias à formação da criança. Este sangue é rico em células-tronco. Por serem mais jovens (possuem a idade do bebê de quem foram colhidas), as células do sangue do cordão umbilical são mais poderosas, possuem maior capacidade de regeneração, são colhidas do cordão e da placenta que seriam descartadas e, portanto, não levam riscos para sua obtenção, além de não terem sido submetidas a fatores ambientais que impeçam o seu uso no futuro, já que estarão armazenadas em segurança na Cryopraxis. A decisão de armazenar essas células é como se os pais estivessem guardando uma "peça de reposição" totalmente compatível com o seu filho para ser utilizada no futuro, caso haja dano na "peça" original.
APCD Jornal — Como é feita a coleta?
A coleta é feita no momento do parto. Logo após o nascimento do bebê, um profissional treinado (em alguns casos o próprio obstetra), retira uma quantidade de sangue do cordão umbilical, sem qualquer tipo de sofrimento ou risco tanto para o bebê quanto para a mamãe.
APCD Jornal — Por quanto tempo esse material pode ficar armazenado? Como é feita a armazenagem?Em amostras armazenadas há mais de 30 anos para pesquisas, não foi observada perda de células, ou seja, elas estavam viáveis para uso. Por falta de histórico (tempo) não podemos afirmar que as células estarão viáveis por tempo ilimitado, mas a expectativa pelos resultados demonstrados é de que esse material tenha validade indeterminada, desde que preservados em condições rigorosamente controladas. Na Cryopraxis, há sistemas e controles que garantem a segurança dos níveis de nitrogênio nos tanques, da temperatura e condições ambientais das amostras congeladas, assim como dos dados das amostras contidos nos nossos computadores. Mesmo em caso de falta de energia elétrica o sistema funciona perfeitamente. Os dados informatizados são mantidos ainda em backup seguro e fora das instalações da Cryopraxis como uma dupla garantia ao cliente.
APCD Jornal — Quais as vantagens de se guardar o sangue do cordão umbilical e placentário?
É como um "seguro da vida". A decisão de armazenar essas células é como se os pais estivessem guardando uma "peça de reposição" totalmente compatível com o seu filho para ser utilizada no futuro, caso haja dano na "peça" original. A compatibilidade deste material preservado do seu filho, para uso do seu próprio filho é de 100%. Em alguns casos de transplante de medula, por exemplo, a busca por um doador compatível pode ser longa, dolorosa e cara. Em casos como esse, e futuramente para o tratamento de outras doenças, é possível recorrer ao seu próprio material perfeitamente preservado. E totalmente compatível, sem qualquer risco de rejeição.
APCD Jornal — Existe algum tipo de restrição ou situação em que a coleta não deve ser feita?
Existe uma portaria da vigilância sanitária que regulamenta todas as questões referentes a essa prestação de serviço. O que é importante frisar é que a decisão de armazenar as células-tronco deve ser tomada o quanto antes. Apesar de ser possível contratar os serviços da Cryopraxis até praticamente a véspera do parto, o melhor é que os pais procurem a Cryopraxis no período dos exames pré-natal, assim eles poderão obter mais informações dos benefícios desse procedimento, de alguns fatores que poderiam impedir a coleta e de quais são os passos para a contratação do serviço.
APCD Jornal — Existe alguma desvantagem ou risco para a mãe e/ou bebê?
Não há nenhum risco. A coleta é feita de um material que seria jogado fora e é realizada logo após o nascimento do bebê, enquanto ele recebe os primeiros cuidados do pediatra que acompanhou o parto.
APCD Jornal — O procedimento é muito caro? Paga-se apenas pela coleta ou pelo armazenamento também?
Depende do que consideramos caro. Atualmente o procedimento de coleta incluindo a primeira anuidade custa cerca de R$ 4.600 e as demais anuidades aproximadamente R$ 600 [exceto para associados da ABCD que têm a coleta e a primeira anuidade gratuita]. Considerando que se alguém precisar de um doador compatível no Brasil e somente encontrar (se encontrar) em um banco internacional deverá pagar para trazer (importar) a amostra U$ 30.000, esse valor se torna barato.Devemos também levar em conta que esse material é único, só aquele bebê tem 100% de compatibilidade com o material. Já os irmãos de mesmos pais (essa é a melhor condição para se encontrar compatibilidade), têm somente 25% de compatibilidade. Imagine se você tiver de procurar algum doador compatível na amostra geral da população. Essa compatibilidade pode ser difícil chegando à proporção de 1 em 40 mil doadores.Para se ter uma idéia da dificuldade na busca de doadores compatíveis, nos Estados Unidos já existem 6 milhões doadores de medula óssea e 100 mil amostras armazenadas de sangue de cordão umbilical para doação, no entanto de 20 a 40% dos pacientes que precisam de doadores não encontram amostras compatíveis nesse universo.
APCD Jornal — Quais problemas de saúde podem ser combatidos de fato com o uso das células-tronco armazenadas?
Atualmente, além do transplante de medula para tratamento de leucemias, linfomas, neuroblastoma, retinoblastoma, mieloma, as pesquisas com células-tronco mostram resultados promissores na regeneração de tecidos ósseos, cartilagem, no tratamento de diabetes, de doenças cardíacas, de lesões do sistema nervoso dentre outras.
APCD Jornal — Se com o passar do tempo os pais não quiserem mais armazenar o material, este é destruído ou é doado para o Banco Nacional?
Se os pais não quiserem continuar com o armazenamento deverão solicitar formalmente à Cryopraxis a doação ou o descarte do material. Isso é regulamentado pela portaria da ANVISA.
Flávia Travaglini
Setembro 2007Ano Nº 42 - Nº 605

Células-tronco: sinônimo de um futuro promissor para a cura de diversas doenças



Células-tronco: sinônimo de um futuro promissor para a cura de diversas doenças
Avanços contínuos em pesquisas que revelam e comprovam a alta capacidade terapêutica das células-tronco aumentam, cada vez mais, os dilemas e as perspectivas nos tratamentos de várias doenças complexas Capacidade de auto-renovação e diferenciação para a formação de diferentes tecidos do organismo vivo são características que fazem das células-tronco estruturas muito especiais. E mais do que isso: a esperança para o tratamento e para a cura de diversas doenças, muitas delas extremamente complexas para o entendimento da ciência médica até os dias de hoje.Saada R. S. Ellovittch, diretora médica da Cryopraxis – Criobiologia Ltda., no Estado de São Paulo, explica que as células-tronco são capazes de construir um organismo inteiro ou regenerar partes de um tecido lesado. “Quando em condições adequadas, funcionam como uma célula “coringa”, podendo se diferenciar ou se transformar em vários tipos de células do organismo. Essa capacidade é o que confere às células-tronco um enorme potencial no tratamento de diversas doenças.”
Com o envelhecimento populacional, tem ocorrido uma pressão crescente sobre a assistência médica para que sejam criadas novas opções terapêuticas. As células-tronco entram como matéria-prima na Medicina Regenerativa e Bioengenharia Tecidual com a perspectiva de reparo e reconstrução de tecidos e órgãos lesados por doenças crônicas e degenerativas. Vários protocolos de pesquisa têm demonstrado segurança e exeqüibilidade na utilização das células-tronco em doenças como o infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral e esclerose múltipla. Utilizadas desde 1968, quando se começou a falar em transplante de medula, hoje, uma das principais utilizações das células-tronco é, realmente, o repovoamento da medula óssea após patologias que levam à sua destruição total (série vermelha, branca e plaquetária) ou parcial (apenas uma das séries). Elas também têm sido utilizadas no tratamento de doenças da linhagem de células vermelhas como na Anemia de Fanconi; no tratamento de doenças da linhagem de células brancas (imunodeficiências); e no tratamento de vários tipos de câncer, por exemplo, nas leucemias e no neuroblastoma. No momento, além das doenças malignas do sangue, como as leucemias e as doenças genéticas do sistema imunológico (imunodeficiências) e do sistema sangüíneo (hemoglobinopatias), as células-tronco também têm sido utilizadas em caráter experimental para o tratamento de doenças auto-imunes, como lúpus, esclerose múltipla, diabetes do tipo 1 e doenças degenerativas (aterosclerose, cirrose hepática, doença de Parkinson etc.).Existem algumas dúvidas quanto às diferenças entre as células-tronco embrionárias e as células-tronco adultas. As células-tronco adultas têm uma potencialidade mais restrita porque não são capazes de se diferenciar em qualquer tipo de tecido. São obtidas após o nascimento e podem ser encontradas em diversas partes do corpo humano. Porém, as mais utilizadas são as células do cordão umbilical e da medula óssea. As células-tronco adultas têm sido largamente usadas em centros de pesquisa em todo o mundo nas mais variadas áreas. Maria Helena Nicola, coordenadora de Pesquisa e Desenvolvimento da Cryopraxis – Criobiologia Ltda., dá alguns exemplos do uso clínico das células-tronco adultas. “Essas células são capazes de repovoar a medula óssea em pacientes com doenças malignas que requerem tratamento com altas doses de quimioterapia e/ou radioterapia. Elas podem também corrigir doenças nas quais a medula óssea (MO) funciona mal (deficiências imunológicas, anemia aplástica, desordem leucocitária, aplasia eritrocitária). Podem, ainda, ajudar a corrigir deficiências – chamadas Erros Inatos do Metabolismo – na síntese de proteínas essenciais para o funcionamento do organismo, cuja ausência produz lesões fatais.”
Já as células-tronco embrionárias são células indiferenciadas, derivadas de um embrião após cinco dias de fecundação com potencial para se tornarem qualquer tipo celular especializado. “As células-tronco embrionárias incluem células totipotentes, isto é, podem originar todos os tecidos do organismo”, é o que afirma Júlio Voltarelli, coordenador da Unidade de Transplante de Medula Óssea do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, da Universidade de São Paulo. No entanto, as células-tronco embrionárias ainda não foram suficientemente testadas e, portanto, seu uso terapêutico em humanos ainda não foi liberado. O assunto gera polêmica e foi manchete em todas as mídias brasileiras no início de março deste ano. No dia 5 de março, o Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu o julgamento que decidirá a liberação das pesquisas com células-tronco embrionárias humanas no país. Isso atrasará o processo em pelo menos um mês, segundo a própria assessoria do STF.Em maio de 2005, foi apresentada ao STF, pelo ex-procurador-geral da República Cláudio Fonteles, uma ação que pedia a revogação do artigo 5º da Lei de Biossegurança, que permite as pesquisas com células-tronco embrionárias. Aprovada em 2005, a lei libera o uso das células-tronco embrionárias em pesquisas ou no tratamento de doenças desde que sejam retiradas de embriões produzidos por fertilização in vitro, congelados há mais de três anos, ou que tenham se tornado inviáveis. Para utilizá-las, deve haver o consentimento dos genitores do embrião e a comercialização desse tipo de célula é proibida. “Este assunto é extraordinariamente complexo e envolve o conceito de quando começa a vida. Evidentemente que isso sendo permitido, teria que ter um controle ético muito importante para não ocorrer desvios. Esse me parece ser o problema principal”, opina Enio Buffolo, professor titular da disciplina de Cirurgia Cardiovascular da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo. Na opinião de Maria Helena Nicola, “impedir este estudo será um enorme retrocesso para a ciência no Brasil”. “Os pacientes já podem esperar bons resultados com as células-tronco adultas, entretanto a capacidade comprovada das células-tronco embrionárias de se diferenciar em todos os tecidos as tornam uma fonte de pesquisa inspiradora. Por outro lado, o conhecimento da biologia dessa célula (quais são os controles de proliferação, compatibilidade e diferenciação) precisa ser mais bem estudado antes da liberação para o uso terapêutico”, enfatiza Maria Helena.Grandes avanços em pesquisas nos últimos temposNão param de surgir estudos e grandes descobertas com relação à aplicação terapêutica das células-tronco. Para Enio Buffolo, “estamos vivendo uma época de grande ebulição, na qual os conceitos são muito abrangentes, mas as aplicações terapêuticas ainda estão à espera de um lugar bastante sólido”. Júlio Voltarelli, coordenador da Unidade de Transplante de Medula Óssea do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, da Universidade de São Paulo, reforça que existem muitos avanços recentes tanto na área básica quanto na área clínica. “Na área básica, posso destacar a desdiferenciação de células somáticas com a inserção de genes que conferem a essas células características semelhantes às células embrionárias e, na área clínica, a possibilidade de tratamento de doenças auto-imunes e de doenças vasculares, como as arteriopatias periféricas”.A diretora médica da Cryopraxis – Criobiologia Ltda., no Estado de São Paulo, Saada R. S. Ellovittch, destaca a possibilidade da utilização de células-tronco inicialmente em doenças denominadas como “no option”, ou seja, sem qualquer tratamento conhecido pela medicina atual, a não ser o transplante. “Gostaria de chamar a atenção para um protocolo de pesquisa desenvolvido pela UNIFESP e pela Cryopraxis, o banco de células-tronco. Esse protocolo visa tratar pacientes com isquemia miocárdica severa, até então sem opção terapêutica cirúrgica ou clínica, pois todas já foram otimizadas e esgotadas. Os resultados preliminares têm se mostrado muito promissores”, garante Saada. Maria Helena Nicola, coordenadora de Pesquisa e Desenvolvimento da Cryopraxis – Criobiologia Ltda., enfatiza as células do sangue do cordão umbilical e da medula óssea. “Essas células contêm progenitores hematopoiéticos, mesenquimais e endoteliais. Devido a essa diversidade, elas têm sido usadas em terapias celulares de adultos e crianças, em um número cada vez maior de patologias. Nas estratégias de redução de tumores sólidos, o tratamento com células-tronco aumenta a sobrevida e reduz os efeitos adversos. Nas doenças auto-imunes, como artrite reumatóide, lupus eritomatoso sistêmico e diabetes tipo I, ou com componente auto-imune como esclerose lateral amiotrófica e esclerose múltipla, os transplantes com células-tronco já estão sendo testados. Estudos pré-clínicos em Acidentes Vasculares Cerebrais (AVC), doenças renais, doenças cardíacas, doença de Parkinson, Alzheimer e regeneração óssea e de cartilagem têm demonstrado a possibilidade de células-tronco do sangue de cordão umbilical se diferenciarem em osteo-blastos, condroblastos, adipócitos e neurônios, ampliando assim a possibilidade de uso destas células”.Apesar de dividir opiniões e ainda causar importantes ressalvas, o fato é que as células-tronco representam uma esperança para a resolução de problemas para os quais a ciência ainda não tem soluções. “Sabemos que todos os tecidos possuem uma reserva de células-tronco para a recuperação de pequenas lesões cotidianas. O que fazemos ao usar as células-tronco em terapias é possibilitar a recuperação tecidual provocada por lesões maiores, seja ativando as células-tronco residentes (ou teciduais), seja inibindo as reações inflamatórias na área da lesão ou, ainda, diferenciando-as em células do tecido alvo. O aumento da expectativa de vida da população faz com que as doenças ligadas à idade tenham uma maior incidência. Assim, terapias que previnam as doenças neuronais e cardiovasculares são o principal alvo dos estudos. A possibilidade de tratar e/ou prevenir essas doenças é a esperança que esta terapia nos traz”, afirma Maria Helena Nicola. Julio Voltarelli concorda. “As células-tronco representam uma esperança de resultados clínicos positivos (melhora ou cura) em um grande número de doenças degenerativas e inflamatórias incuráveis, como diabetes, aterosclerose, mal de Alzheimer, doença de Parkinson etc.” Para Saada R. S. Ellovittch, as células-tronco são uma promessa de novos tratamentos para velhas doenças. “O desenvolvimento das pesquisas com as células-tronco representam para a sociedade uma perspectiva de tratamento que substituirá as longas filas dos transplantes de órgãos e tecidos. Vai proporcionar à sociedade uma grande economia, pois diminuirá as reincidentes internações dos pacientes graves e crônicos, com uma terapia de custo intermediário, além de proporcionar melhor qualidade de vida”, acredita ela.E no Brasil?O Brasil tem avançado bastante nas pesquisas com células-tronco adultas para o tratamento de várias doenças. Existe uma série de estudos em andamento, alguns, inclusive, patrocinados pelo Ministério da Saúde, no sentido de averiguar o que tem de real e o que existe de otimismo sem justificativa neste campo de pesquisa. Maria Helena Nicola destaca o apoio do Ministério da Saúde no estudo Multicêntrico de Terapia Celular em cardiologia. “Esse estudo foi importante para impulsionar as pesquisas. Entretanto, é preciso que as diferentes instâncias ligadas às pesquisas aplicadas e clínicas tenham uma maior interação, permitindo maior agilidade na avaliação e liberação dos projetos. As agências reguladoras não estão conseguindo acompanhar a velocidade do avanço científico. A preocupação é que o Brasil, tendo sido pioneiro nas pesquisas com células-tronco em cardiologia e neurologia, perca o diferencial competitivo”, alerta.Para muitas publicações científicas e até mesmo revistas de grande renome na mídia internacional, como a Revista Time, o ano de 2007 foi um marco científico em termos de inovações na área de terapia gênica e celular, especialmente com relação às células-tronco. Enio Buffolo, professor titular da disciplina de Cirurgia Cardiovascular da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo, diz que a terapia celular poderia se enquadrar nesse marco científico sim, mas alerta para a diferença entre a terapia celular e a terapia gênica. “A terapia gênica não é a mesma coisa que a terapia celular. Na terapia gênica, existe uma série de incógnitas a respeito da sua utilização. Ela é até mais antiga do que a terapia celular... Vendo de uma maneira otimista, eu creio que a terapia celular tem muita ligação com a Medicina Regenerativa. Quanto às projeções e expectativas para um futuro próximo, eu diria com certa ironia: é muito difícil fazer projeção, especialmente sobre o futuro.” Maria Helena Nicola considera o marco para a comunidade científica o ano de 2000, quando a Revista Nature mostrou a transformação de células-tronco em neurônios. “A partir daí, tivemos um enorme avanço neste campo, com a aplicação das células-tronco a um número cada vez maior de doenças. Essas células, obtidas tanto da medula óssea quanto do sangue de cordão umbilical, têm demonstrado um efeito promissor em doenças cardiovasculares, neuronais e auto-imunes. A translação do laboratório para o paciente teve seu ápice em 2007. Entretanto, são necessários muitos estudos clínicos para determinar o tipo celular apropriado, a dose celular, o método de transferência celular, o momento correto dessa transferência e os efeitos adversos para cada uma das doenças pesquisadas. Considerando que decorreram sete anos entre a publicação científica e um grande número de aplicações terapêuticas, ficamos otimistas quanto ao tempo em que a terapia celular esteja consolidada e possa beneficiar milhares de pacientes considerados hoje ‘sem opção’”.Parceria da ABCD com a Cryopraxis permite aos associados o congelamento das células-tronco do sangue do cordão umbilical de seus filhosDesde janeiro de 2001, a Cryopraxis Criobiologia Ltda., uma empresa pioneira dedicada à coleta, ao transporte, ao processamento, ao congelamento, ao armazenamento de longa duração e às análises biológicas de células-tronco do sangue do cordão umbilical, da placenta, da medula óssea, do sangue periférico, assim como de células e tecidos germinativos, executa um procedimento que promete ser uma revolução na terapia da leucemia e de doenças degenerativas. Através da técnica de congelamento utilizando nitrogênio líquido, a empresa armazena o sangue do cordão umbilical retirado dos bebês na hora do parto.O sangue de cordão umbilical é uma fonte segura e abundante de células-tronco prontamente disponível, eliminando a demora e as incertezas na busca de compatibilidade. Estas células apresentam baixa contaminação por vírus, incluindo citomegalovírus (CMV) e Ebstein-Barr (EB), ao contrário das células-tronco da medula óssea. “Nenhuma transformação maligna das células de SCUPH foi observada em nenhum receptor transplantado. Essas células são mais imaturas e mais jovens, portanto apresentam muito menor potencial de reações imunológicas ao receptor e uma capacidade superior de proliferação e de expansão, comparativamente com aquelas da medula óssea. Essas características únicas permitem que a reconstituição do sistema hematopoiético de pacientes, após tratamento mieloablativo, se efetue com um número de células nucleadas do sangue de cordão dez vezes inferior ao número de células derivadas da medula óssea. Ao contrário das células-tronco embrionárias, as células-tronco do sangue de cordão não possuem restrições éticas ao uso”, ressalta Maria Helena Nicola, coordenadora de Pesquisa e Desenvolvimento da Cryopraxis – Criobiologia Ltda. “O cordão umbilical é uma reconhecida e abundante fonte de células-tronco, descartado, infelizmente, após o parto, em milhares de maternidades no mundo todo diariamente. Por serem células recém-nascidas, portanto mais jovens que as células da medula óssea, terão a idade do paciente quando da sua utilização, apresentando telômeros longos, facilitando sua respostas na terapia celular. São congeladas antes da exposição a fatores ambientais carcinogênicos ou infecciosos. Uma vez armazenadas, estarão prontamente disponíveis a qualquer momento. É só descongelar. Ou seja, o tempo para o início do tratamento é zero, evitando o risco de longa fila de espera para localizar um material compatível. Muitas vezes o estado geral do paciente não permite espera. Armazenar o sangue de cordão do seu recém-nascido no banco privado significa que, se houver necessidade, haverá uma fonte de células-tronco prontamente disponível, sem risco de rejeição. Também há uma grande possibilidade que, caso um de seus familiares necessite, essas células sejam compatíveis. A literatura médica demonstra que o transplante de células-tronco tem o dobro de chances de sucesso quando as células são provenientes de um membro da mesma família em vez de um doador da população, como no banco público”, reforça Saada R. S. Ellovittch, diretora médica da Cryopraxis – Criobiologia Ltda., no Estado de São Paulo.A coleta de sangue de cordão umbilical e placentário permite o armazenamento das células-tronco. Após o nascimento do bebê, o cordão umbilical é clampeado e cortado pelo obstetra. Então, ocorre a coleta do sangue do cordão umbilical; um procedimento seguro, rápido, indolor e que não causa nenhum transtorno ou interferência com os procedimentos médicos habituais do parto, seja ele cirúrgico (cesariana), ou normal (natural). O objetivo é, nesse processo de coleta, a obtenção do máximo volume. O armazenamento é feito em tanques de nitrogênio a ultrabaixas temperaturas. “Na Cryopraxis, este armazenamento é feito na fase líquida do Nitrogênio a -190°C, com o exclusivo Sistema L.A.R. – Linha de Abastecimento Remota, o qual garante o fornecimento automático de Nitrogênio Líquido. Este sistema proporciona maior garantia, segurança e eficiência no armazenamento. A essa temperatura, as células podem permanecer armazenadas, sem perder suas características, por um longo período”, explica Maria Helena.Graças a uma parceria firmada com a Cryopraxis Criobiologia Ltda., a maior empresa de criobiologia do país e uma das maiores da América Latina, em julho do ano passado, associados da Associação Brasileira de Cirurgiões-Dentistas podem ter acesso a este enorme benefício de maneira extremamente vantajosa. Atualmente, o procedimento de coleta e processamento, incluindo a primeira anuidade, custa cerca de R$ 4.500,00 e as demais anuidades aproximadamente R$ 600,00. Mas, associados da ABCD têm a gratuidade da primeira anuidade e, ainda, 10% de desconto nas futuras anuidades cobradas para a manutenção do armazenamento do material.Mais informações podem ser obtidas na Central de Relacionamento da Cryopraxis, pelo telefone 0800 606 7777 ou na ABCD, pelo telefone (11) 2223-2333; ou ainda acesse o site http://www.cryopraxis.com.br/Por Bruna OliveiraAbril 2008Ano Nº 42 - Nº 612

PESQUISA DE CELULA TRONCO no STF

O Debate Errado no STF
O tema que o Supremo Tribunal Federal (STF) enfrenta não é científico nem religioso. É filosófico. Os juízes do STF terão de decidir se continuamos ou não pesquisas com células-troncos embrionárias, e não farão isso por meio da ciência ou da teologia. A ciência descobre e inventa, mas quando normatiza, já está no campo da ética, portanto, da filosofia. A religião dita regras que estão alinhadas aos seus dogmas e, se quer discutir algo, tem de ir para a teologia; mas, no caso, a teologia lhe dá pouco e ela também termina por recorrer à filosofia.
Então, sem pudores, vamos assumir isso. Neste debate, a decisão será por conta da filosofia. Eis o que está em jogo.
Do ponto de vista filosófico, temos de lembrar que a vida e a morte eram simétricas até muito pouco tempo. A inexistência de algo chamado “batidas do coração” – seja lá o que fosse isso – era o que decretava que ainda não havia vida ou que a vida já havia se extinguido. Se a ciência fosse a dona da verdade, isso não mudaria. Pois, afinal, eram os médicos que decidiam assim. Mas mudaram. Pois o conceito de surgimento da vida perdeu a simetria com o conceito de morte. Médicos ainda avaliam muito pelas “batidas do coração”, nas imagens e sons de aparelhos, o que chamam de surgimento da vida, ainda que já possam avaliar até de modo mais analítico a fecundação. Mas eles não avaliam a morte, hoje em dia, pelas “batidas do coração”, e sim pela “inexistência de funções cerebrais”.
Todos nós, filósofos, sabemos que não foram somente conceitos científicos que determinaram essa perda de simetria entre morte e vida, e sim a valorização, tipicamente moderna, da mente humana ligada ao cérebro – uma avaliação exclusivamente filosófica. Caso tivéssemos dado importância para os intestinos, então eles seriam o ponto de observação para a decisão sobre vida e não-vida. E caso tivéssemos, por razões filosóficas, levado nossa medicina a privilegiar os pés ou uma anatomia indireta, talvez colocássemos a entrada na vida e a saída da vida em situações ainda mais díspares.
Os religiosos ou, melhor dizendo, a Igreja Católica, poderia usar desse meu argumento acima para defender suas posições contrárias à continuidade das pesquisas com células-tronco. Pois meu argumento pode não ser decisivo, mas mostra que a ciência não pode assumir posições definitivas, pois ela mesma não as segue durante muito tempo. Além disso, meu argumento mostra, também, que nem sempre (ou quase nunca) a ciência decide por si, como alguns cientistas imaginam fazer. Mas a Igreja não vai usar desses meus argumentos. Ela tem outros e, de certo ponto de vista, são melhores e mais coerentes com sua função.
O que a Igreja faz é a defesa dos que não podem se defender. A idéia da Igreja é, na verdade, correta quanto aos ensinamentos de Jesus. Caso exista algum inocente que pode se defender, por mais fraco que seja ele já é mais forte do que aquele inocente que não pode de modo algum fazer sua própria defesa. Então, na linha da defesa dos mais fracos, a Igreja tem de cerrar fileiras em torno do embrião. E, nessa hora, não adianta os cientistas dizerem que a vida começa aqui e ali, pois tal debate não é o da ciência. Ela não tem como determinar isso e ela própria muda demais suas posições. O debate é necessariamente filosófico, metafísico. Assim, a Igreja ganha com facilidade a discussão. Pois “vida” tem tudo a ver com o debate metafísico.
Agora, a Igreja pode ganhar a discussão. Aliás, já ganhou. Seus argumentos, do ponto de vista lógico, são mil vezes melhores que os dos médicos. Mas isso não significa que irá ganhar no voto. Pois o voto do STF será feito por meio de duas outras variantes. Primeiro: quanto de positivismo dos séculos XIX e XX não haverá na consciência de cada um dos juízes? Não deve ser pouco. E se assim for, a idéia de que o “avanço da ciência” é mais sagrado que a Igreja sagrada pesará contra os religiosos. Segundo: há a pressão popular – quem gostaria de deixar pessoas com doenças amargas na dificuldade que estão? Afinal, após a votação os juízes terão de voltar às ruas. Os juízes não encontrarão fetos, encontrarão as pessoas em cadeiras de roda ou com outros problemas. Será que poderão encará-las? Além disso, cada um deles poderá se imaginar na situação dos doentes, mas com muita dificuldade se colocarão na pele do embrião.
Então, qual é a posição correta, que o filósofo pode indicar? Ora, quando a filosofia não consegue responder uma questão, não raro ela termina por antes mudar a questão que ficar chovendo no molhado. E, de fato, a questão sobre vida e não-vida não é a melhor questão para o STF. Caso tivéssemos uma cultura filosófica mais espraiada no Brasil, o debate não teria ido para o STF nos termos que foi (veja aí a importância da filosofia nas escolas!). Deveríamos ponderar não o elemento imponderável, que é a entrada ou a saída da vida. O debate, como ele está posto, terá uma resposta arbitrária e pouco legítima, seja ela qual for.
O melhor debate seria tirar a questão metafísica da “vida” e colocar a questão pragmática do sofrimento dos humanos. Isso sim é bem aferível. Igreja, partidos, governos e povo têm caminhado em consenso quanto ao sofrimento dos humanos – quanto menos sofrimento físico e psíquico, melhor. Temos mensurado nosso grau de civilização por essa tendência em buscar o abrandamento do sofrimento físico e psíquico mensurável. Fazemos isso por métodos empíricos legítimos que, então, podem até contar com a ajuda da ciência. Foi por essa via que os Estados Unidos eliminaram o uso da cadeira elétrica para execuções e é por essa via que a Igreja defende os “direitos humanos” de presos – inclusive os que cometeram falta grave. É por essa via que o debate deveria ter entrado no STF.
O julgamento vai ser filosófico. Mas, por falta de cultura filosófica democratizada, não será um bom julgamento. Entramos com a questão errada.

Paulo Ghiraldelli Jr, filósofo, site
http://www.ghiraldelli.pro.br/

sábado, 24 de maio de 2008








Oi!!!

Sabe esta é a segunda vez que tento escrever este texto de abertura de meu blog, a primeira vez eu perdi tudo, mas estas coisas servem pra que nos apreendemos a nos corrigir diante de algumas coisas que acontece com a gente... Segundo algumas pessoas isso se chama persistência!!

Bem!!! Vamos lá.. este blog não tem nenhuma intenção de ser o mais visitado e sim o que possui o maio numero de conteúdos em relação a pesquisa, que indica endereços eletrônicos de onde você possa encontrar as sua respostas...

Objetivo: Tenho uma grande preocupação com a nossa nave Mãe ( PLANETA TERRA ) com os abusos que ela vem sofrendo por parte destes que ainda acreditam ser da espécie humana que se utilizam de um capitalismo Selvagem e insano, que provocam a destruição rios, lagos, lençóis freáticos, nossos mares, nossa atmosfera, nossas florestas em fim danos muitos não reversíveis ao nosso planeta. Talvez você se pergunte o que eu tenho a ver com isso, tenho certeza que após ler este blog você encontrar a resposta do porque, pois VOCÊ, têm muito haver...

Tento questionar algumas coisas que acontece em nosso planeta e também em alguns países, em algumas cidades em relação ao meio ambiente, a cidadania, a política... Abordarei temas como PRECONCEITO, HOMOFOBIA, FOME, DESCASO, POLITICA . . .

Mas para começarmos vamos então começarmos com alguns tópicos e respostas sobre o mais importante de todos os temas. Sim!!! A terra, o nosso planeta terra cheio de mistérios, segredos que alguns acreditam que apenas Deus tenha a resposta. Mas vamos fazer a nossa parte. Estudar segundo as ciências como tudo começou...

HHHaaaa!!! Esqueci de me apresentar..!!! Eu sou o Professor Cícero Vanderlei (São dois nomes, mas é uma pessoa só!! Risos!!!. Sou Bacharel BIOLOGIA. Penso que o ser humano nasceu para servir e para tornar na sociedade onde vive um lugar mais justo, por esse motivo montei o blog não para mim, mas para todas as pessoas que possui esse sentimento, pois mesmo sendo plebeu, possuímos um coração nobre, com a vontade de FAZER A DIFERENÇA, nessa luta entre um capitalismo Selvagem (que não se preocupa com a devastação, destruição do MEIO AMBIENTE)...e a idéia de equilíbrio entre o ser humano e o ambiente... Penso que nada impossíveis, pois os demais animais, lembrando só que somos e fazemos parte do reino animal ou Animália, fazem isso á milhões de anos sem nenhum problema, apenas se adaptando as condições a qual o ambiente impõem a eles...Vamos ver mais disso em evolução...

quinta-feira, 1 de maio de 2008

A ORIGEM DA VIDA


A ORIGEM DA VIDA
1. Os cientistas criaram vida?Os cientistas têm produzido alguns dos compostos químicos mais simples das células vivas, mas não podem combiná-los para produzir uma célula viva. A tecnologia para fazer isto não está disponível e provavelmente nunca estará. Os cientistas não conseguem nem mesmo reviver uma célula morta, embora esta ainda contenha os sistemas e substâncias químicas necessárias.
2. A vida poderia ter-se iniciado por acaso em uma "sopa primordial"?Não. A vida depende de muitas condições não naturais. Estas incluem a produção de proteínas e ácidos nucléicos, que não são produzidos na ausência da vida. A vida é baseada em sistemas químicos em desequilíbrio termodinâmico, mas as reações químicas na natureza buscam espontaneamente o equilíbrio. Além disto, não há evidência geológica de que tenha havido uma "sopa primordial" em alguma época (1).
3. O que pode ser dito sobre os relatórios recentes de vida em Marte?Não foi encontrada vida em Marte. Os relatórios de possível vida em Marte são baseados em certos minerais encontrados em um meteorito achado na Antártica (2). Acredita-se que o meteorito tenha vindo de Marte, e que os minerais possivelmente se formaram pela ação de bactérias enquanto a rocha ainda estava em Marte. Esta explicação requer que bactérias semelhantes às da Terra estivessem presentes em Marte, produzindo minerais no interior desta rocha. Então, um asteróide ou objeto similar atingiu Marte com força suficiente para lançar a rocha no espaço, por onde ela vagou durante algum tempo. Finalmente, a rocha encontrou a Terra, passou através da atmosfera e caiu na Antártica, onde foi encontrada por uma equipe que anualmente procura meteoritos. Provavelmente, a maioria dos cientistas são cépticos quanto às declarações de que os minerais foram produzidos por organismos viventes (3). A NASA desqualificou a rocha como fóssil. A busca por evidências de vida em Marte continua.
Seria pouco provável que qualquer organismo vivo pudesse sobreviver a tal viagem, e não mais se tem afirmado que a rocha contenha algum fóssil de bactéria.
O ceticismo (4) inicial sobre essas afirmativas parece ter sido justificado por um registro de que a maioria das moléculas orgânicas se originou de contaminação com material da Terra.
4. Como o desenvolvimento de Teorias do Caos e da Complexidade tem afetado nossa compreensão sobre o problema da origem da vida?Estas teorias não produziram nenhuma mudança radical. A teoria da complexidade tem gerado muita discussão e especulação que não mudaram a natureza do problema. A maioria dos trabalhos tem sido feita com programas de computador, que não revelam nada sobre as origens de proteínas, ácidos nucléicos ou células vivas (5).
5. Avalie a teoria de que a vida se iniciou sobre superfícies minerais ou de argila no oceano, talvez em torno de fontes hidrotermais.Várias conjecturas têm sido propostas em relação ao desenvolvimento da vida sobre argila ou superfícies minerais. Entretanto, estas não têm nenhum apoio empírico e não há nenhuma evidência experimental significativa para avaliar (6). As fontes hidrotermais apresentam um sério problema para estas teorias, porque a água que sai delas é esterilizada, destruindo qualquer vida que possa estar presente (7). A maioria dos compostos químicos necessários para a vida são muito sensíveis ao calor.
6. Que problemas não resolvidos sobre a origem da vida são de maior preocupação?Os dados científicos a respeito da origem da vida são consistentes com a teoria criacionista. Naturalmente, todos os estudiosos da natureza gostariam de saber mais sobre como a vida funciona.
Notas para as perguntas sobre a origem da vida
1. (a) Javor G. T. 1987. "Origin of life: a look at late 20th-century thinking". Origins 14:7-20; (b) Thaxton C. B., Bradley W. L.., Olsen R. L.. 1984. "The mystery of life origin: Reassessing current theories". NY: Philosophical Library.
2. McKay D. S., et al. 1996. "Search for past life on Mars: possible relic biogenic activity in Martian meteorite ALH84001". Science 273:924-930.
3. Ver: (a) Bradley J. P., Harvey R. P., MSween H. Y. 1997. "No 'nanofossils' in martian meteorite". Nature 390:454; (b) Kerr R. A. 1997. "Martian 'microbes' cover their tracks". Science 276:30-31; (c) Yockey H. P. 1997. "Life on Mars? Did it come from Earth?" Origins and Design 18(1):10-15.
4. Jull A. J. T., Courtney C., Jeffrey D. A., Beck J. W. 1998. "Isotopic evidence for a terrestrial source of organic compounds found in Martian meteorites Allan Hills 84001 and Elephant Moraine 79001". Science 279:366-369. Kerr R. A. 1998. "Requiem for life on Mars? Support for microbes fades". Science 282:1398-1400.
5. Ver Horgan J. 1995. "From complexity to perplexity". Scientific American 272(1):104-109.
6. Ver Javor G. T. 1989. "A new attempt to understand the origin of life: the theory of surface-metabolism". Origins 16:40-44.
7. Miller S. L., Bada J. L. 1988. "Submarine hot springs and the origin of life". Nature 334:609-611. Moulton, V. et al. 2000. RNA folding argues against a hot-star origin of life. Journal of Molecular Evolution 51:416-421.