Sejam bem vindos ao Planeta terra!!! Ele foi feito para você, um grande abraço... Envie Mensagens!!!
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
Você já percebeu??
O QUE É CERTO E O QUE É ERRADO, SENDO SEMPRE DE FORMA TENDENCIOSA ...
A IQUISIÇÃO É A MAIOR PROVA DISSO...
OBSERVE COM ATENÇÃO...
AGORA FAÇA AS SUA PROPRIAS AVALIAÇÕES...
Um abraço... Prof.C
Quem Somos Nós?

Quem Somos Nós?
A Fascinação e os Distúrbios Mentais Associados
Wlademir Lisso
01/02/2008
O Mensageiro
http://www.omensageiro.com.br/artigos/artigo-208.htm
Iniciamos a divulgação de alguns artigos procurando identificar nas pessoas - almas - espíritos reencarnados - padrões que facilitem o conhecimento mútuo e as relações interpessoais, bem como o processo do autoconhecimento, em especial no meio espírita, sem a pretensão de estabelecer algo "definitivo", mas apenas transmitir o produto de nossas observações no lidar com grande número de pessoas.
Felizmente, não com muita freqüência temos encontrado um certo tipo de pessoa que apresenta características diferenciadas entre colaboradores, assistidos, etc. Citamos o que observamos de mais comum no compulsivo-fascinado, embora existam variações inclusive quanto à gravidade do processo compulsivo-obsessivo.
Embora não representem grande número no nosso meio, é importante destacar porque principalmente em relação ao Espiritismo existem dois problemas principais que são:
a.. Pessoas de prestígio no nosso meio que são objeto de ataques daqueles que vamos denominar neste trabalho compulsivos-fascinados, e que se dão ao trabalho de dar respostas e justificativas;
a.. Outras pessoas que ouvem o que o compulsivo-fascinado quer falar e alimentam a "paranóia" prejudicando o doente, até porque intimamente sabem estar diante de elemento difícil e ouvir e concordar muitas vezes parece a posição mais cômoda para evitar maiores "aborrecimentos".
Dissimulam o distúrbio/obsessão (até de forma inconsciente, talvez por instinto de sobrevivência) aparentando uma calma que estão longe de sentir e uma inteligência que, na verdade, é apenas superficial (já que razão e lógica são aspectos importantes de inteligência e se contradizem totalmente com este tipo de distúrbio/obsessão), iludindo pessoas sem senso crítico em relação ao que ouvem ou vêem.
Em ambos os casos, entretanto, é importante termos consciência de que o compulsivo-fascinado é um doente que necessita de ser tratado e dificilmente assume consciência de que precisa de ajuda médica e espiritual e não se submete a qualquer tipo de terapia. Esta posição gera prejuízos que se manifestam por toda a existência, pois geralmente dificulta o relacionamento familiar, profissional, social e no meio espírita. Na família, conhecemos casos em que os familiares - geralmente cônjuge e filhos - tornam-se verdadeiros "reféns" de suas idéias fixas, opiniões equivocadas e unilaterais, pois não têm capacidade de considerar a realidade criando para si mesmos uma "realidade" individual que tentam impor às demais pessoas.
Na categoria de co-dependente, situa-se no padrão de "controle", oferecendo conselhos e orientações sem que sejam solicitados pelas pessoas; agindo de modo a sentir-se necessário para ter uma relação com as demais pessoas; tentando convencê-las sobre o que devem sentir e pensar; fazendo com que os outros façam o que não querem fazer; gastando energia e buscando posições de supremacia; não respeitando a liberdade alheia. Pensa que as pessoas devem ser como ela quer que elas sejam.
Lembram essas pessoas - compulsivas-fascinadas - os inquisidores do passado - embora esses muitas vezes desenvolviam o processo de perseguições por razões materiais e pessoais - que se focam em certa direção aonde parece estarem vendo uma "luz" que precisam atingir, movidos pelas suas idéias fixas. Não conseguem, realmente, se conscientizar que a "luz no fim do túnel" tanto pode ser algo bom como a lanterna de um trem vindo na nossa direção.
"Inquisidores", na atualidade, seriam ignorados pela maioria das pessoas e, se houvesse muita insistência em posturas "inquisitoriais", seriam internados em casas de doentes mentais, mas nunca levados em consideração.
Situa-se a compulsão-fascinação entre os vários distúrbios mentais onde se observam as idéias fixas, que permanecem de forma obsessiva, impedindo uma análise realista de fatos e conceitos. Embora, geralmente, os terapeutas situem o Transtorno Obsessivo-Compulsivo como manias exacerbadas, que se manifestam em comportamentos físicos, vemos o TOC também dentro do campo das idéias fixas, mesmo porque manias que se manifestam de forma material são geradas por concentrações mentais em determinado objeto ou direção. Entretanto, este tipo de distúrbio está geralmente associado a um processo mais ou menos grave de fascinação que se apresenta, entre outras, com as características que evidenciam:
a.. Influência sutil e pertinaz, quase imperceptível para o obsediado, o que dificulta muito a cura do problema espiritual, já que geralmente não admite o processo obsessivo e não aceita se submeter a um trabalho de desobsessão;
a.. Perda de capacidade de julgamento, apegando-se a fatos e conceitos de forma obsessiva e agressiva, na maioria dos casos sem a capacidade de apreender a realidade e os problemas que o ser humano enfrenta na interpretação, seja dos fatos, seja dos conceitos;
a.. Inconsciência, pois criam uma realidade própria na qual vivem mergulhados e para a qual querem arrastar as demais pessoas, sem perceber o ridículo das suas idéias fanáticas que tentam impingir de todas as formas possíveis;
É, sem dúvida alguma, "a obsessão mais difícil de ser curada", pois envolve sentimentos e pensamentos se refletindo na ação, gerando fanatismo. Vivem, inclusive, um processo depressivo, o qual, da mesma forma, não admitem e, portanto, não tratam.
Embora não seja o nosso objetivo no momento, a fascinação atua negativamente nos médiuns, gerando comunicações inoportunas, crença absoluta na identidade de Espíritos mistificadores que se manifestam nas comunicações etc. Além dos prejuízos evidentes já citados, que decorrem do distúrbio mental associado com o processo obsessivo, o compulsivo-fascinado pode em determinados momentos incorrer - na sua ânsia de imposição de suas idéias - em crimes previstos no Código Penal Brasileiro, pois dentro da sua inconsciência não desenvolvem senso de auto-crítica, essencial no processo do auto-conhecimento. Tais crimes - citamos como ilustração - são os identificados como Injúria e Difamação - que se definem como:
Injúria (Atribuir a alguém uma qualidade negativa, que venha a ofender sua dignidade ou seu decoro)
Art. 140 - Injuriar alguém, ofendendo-lhe a dignidade ou o decoro:
Pena - detenção, de um a seis meses, ou multa.
§ 1º - O juiz pode deixar de aplicar a pena:
I - quando o ofendido, de forma reprovável, provocou diretamente a injúria;
II - no caso de retorsão imediata, que consista em outra injúria.
§ 2º - Se a injúria consiste em violência ou vias de fato, que, por sua natureza ou pelo meio empregado, se considerem aviltantes:
Pena - detenção, de três meses a um ano, e multa, além da pena correspondente à violência.
§ 3o Se a injúria consiste na utilização de elementos referentes a raça, cor, etnia, religião, origem ou a condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência: (Redação dada pela Lei nº 10.741, de 2003)
Pena - reclusão de um a três anos e multa. (Incluído pela Lei nº 9.459, de 1997
Difamação (Atribuir a alguém um fato determinado que seja ofensivo à sua reputação).
Art. 139 - Difamar alguém, imputando-lhe fato ofensivo à sua reputação:
Pena - detenção, de três meses a um ano, e multa.
Na assistência espiritual, identificamos pessoas com as características citadas, que não admitem a compulsão-fascinação ora abordada e não recebem a assistência para esta finalidade. As pessoas com tais características recebem assistência por "outros motivos", o que dificulta a recuperação pela não identificação de uma das grandes causas de seus problemas, impedindo a necessária mudança interior. No nosso trabalho para depressão grave identificamos assistidos com este padrão, mas - embora admitam e tratem a depressão - não admitem a compulsão-fascinação, geralmente por controle.
Para prevenir o distúrbio e o processo obsessivo é essencial para o Ser Humano entender que vivemos em mundo ainda de pouca evolução e, portanto, habitado por almas ou Espíritos da mesma categoria, onde: Não existe nada que seja inteiramente verdadeiro. Todas as verdades são meias verdades.
Em matéria de Doutrina Espírita, a tendência exagerada de discutir e criar polêmicas em termos de interpretação pode gerar o compulsivo-fascinado que se intitula "O dono da verdade", e tenta "impor" a sua "verdade" através de posturas agressivas que não convencem ninguém e, no máximo, tornam-se grotescas e ridículas.
Neste sentido, citamos a célebre frase de Léon Denis, que é o nosso lema em matéria de Espiritismo:
"NÃO DISCUTAS, POIS, MAS TRABALHA. A DISCUSSÃO É VÃ, ESTÉRIL É A CRÍTICA..."
Pessoas que passam muito tempo discutindo e criticando, geralmente não são produtivas e não realizam um trabalho que poderia ser realmente útil a si mesmas e às demais pessoas - /no meio espírita - nas assistências social e espiritual, aulas que visem a educação e não somente levar conhecimento e acima de tudo na exemplificação como cristão perante a vida e perante as demais pessoas.
No que diz respeito a fatos, é importante lembrar que a interpretação daquilo que se observa depende de enquadrar o fato no contexto da situação e dos objetivos que geraram a sua exteriorização, que geralmente estão muito além da capacidade de entendimento de "pára-quedistas", presentes no momento em que acontecem.
A interpretação de fatos é sempre realizada de acordo com a realidade interior do observador, formada pelos seus sentimentos, pensamentos e emoções. Portanto, sempre unilateral e pessoal. Mais grave, quando os fatos não são presenciados, mas noticiados por outras pessoas, quando sofrem um processo de deturpação grave. São "interpretados" duas vezes e de forma cada vez mais isolada das circunstâncias e motivações. Situando muito bem o problema de interpretação a que nos referimos acima, cita Montaigne.
"A PALAVRA É METADE DE QUEM A PRONUNCIA E METADE DE QUEM A OUVE"
Com base nas questões citadas fica o nosso "alerta" às Casas Espíritas e pessoas que, por estarem em destaque, podem ser assediadas por compulsivos-fascinados, no sentido de não alimentar os distúrbios e processos obsessivos, respondendo a críticas estéreis e se envolvendo em discussões vãs. Pretensiosamente - "exigem" respostas como se fossem os "fiscais" do Espiritismo e das Casas Espíritas - dos quais obviamente estão bem distanciados dentro do processo da compulsão-fascinação, gerando a co-dependência no padrão controle a que nos referimos acima.
Não existe nenhuma "obrigação" para qualquer entidade ou pessoa de dar respostas a críticas estéreis ou entrar em discussões vãs. Se houver constrangimento através de assédio por qualquer meio e evidência de injúria ou difamação, acionar as autoridades competentes é contribuir para auxiliar o obsessivo-fascinado a tomar conhecimento do seu problema e - quem sabe? - tratar-se adequadamente.
Lembramos, novamente, a frase de Léon Denis, que deveria ser a diretriz de todo espírita-cristão que realmente compreende "O que é ser Espírita" e quais são as suas responsabilidades perante a vida, perante a si mesmo e perante as pessoas em geral: "NÃO DISCUTAS, POIS, MAS TRABALHA. A DISCUSSÃO É VÃ, ESTÉRIL É A CRÍTICA..."
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artigo recebido por e-mail do Grupo Livre Arbitrio
imagem: Google
Distúrbio de aprendizagem
Bruce F. Pennington
Em um único volume, de fácil compreensão, o livro traz informações sobre os distúrbios de aprendizagem do ponto de vista de várias disciplinas: Educação, Neuropsicologia, Psicologia Cognitiva e o Psiquiatria Infantil. Embasado nas últimas pesquisas sobre o assunto, o autor do livro, Bruce F. Pennington, apresenta o diagnóstico e tratamento de distúrbios de aprendizagem. Na primeira parte, o livro de Pennington fornece ao leitor o background necessário para entender os capítulos subseqüentes e traça a relação entre sintomas, histórico da criança, observações comportamentais e diagnóstico. Na segunda parte, são enfocados cada um dos distúrbios de aprendizagem, incluindo dislexia, desordens de linguagem, autismo, etc.
ISBN: 8522100543
Categoria: Psicologia
Ano de publicação: 1997
Número de páginas: 229
Esgotado
COMUNISTAS
Bem não podemos esconder quem somos e o que queremos, os nossos ideais estão em nossa face. Penso que teremos apenas uma sociedade mais justa quando podermos chegar próximos do ideal COMUNISTA. Temos então que lutar, lutar.No Brasil as nossas guerras não se travam com armas mas sim com leis, decretos e emendas onde o Estado representa em toda a sua totalidade o CAPITALISMO NEOLIBERAL a sua frente temos no governo da cidade de São Paulo o nosso Governador e suas principais armas estão junto com a MIDIA_ RADIO, TV e JORNAIS. Seu principal ALVO a EDUCAÇÃO os mestres, os professores. PENSE!!!! A EDUCAÇÃO em sua cidade e em seu país como estão? e a Saúde?? e o salário do trabalhador? E o salário dos políticos? Aposentadoria? Existi ECA? Existi PROGRESSÃO CONTINUADA? Para que foram criados mesmos?? Funcionam!!??
OUTRA VEZ, PENSE!!...
ENTÃO!! * VOCÊ JÁ PERCEBEU QUE ESTÁ SENDO
MANIPULADO!!??... Agora pergunto a vc qual são as armas do trabalhador??? SIM A EDUCAÇÃO!! O PODER LEGITIMO DA GREVE!! /se você é contra leia a referência*..
***HOMENAGEM AOS CAMARADAS QUE LUTAM_ JUSTIÇA!!!**
Façam seus comentaios sobre esta postagem deixando na mensagem la em baixo do lado direito... UM ABRAÇO CAMARADA!!!
domingo, 28 de dezembro de 2008
Neuronios

A Rede de Neuronios e como ela funciona
Neuronio e a celula do Sistema Nervoso responsavel pela conducaão do impulso nervoso. Ha cerca de bilhoes de neuronios no sistema nervoso humano. O neuronio e constituido pelas seguintes partes: corpo celular (onde se encontra o nucleo celular), dendritos, axonio e telodentro.
O neurônio pode ser considerado a unidade basica da estrutura do cerebro e do sistema nervoso. A membrana exterior de um neuronio toma a forma de varios ramos extensos chamados dendritos, que recebem sinais electricos de outros neuronios, e de uma estrutura a que se chama um axonio que envia sinais eletricos a outros neuronios. O espaco entre a dendrite de um neuronio e o axonio de outro e o que se chama uma sinapse: os sinais sao transportados atraves das sinapses por uma variedade de substancias quimicas chamadas neurotransmissores. O cortex cerebral e um tecido fino composto essencialmente por uma rede de neuronios densamente interligados tal que nenhum neuronio está a mais do que algumas sinapses de distancia de qualquer outro neuronio.
Os neuronios recebem continuamente impulsos nas sinapses das suas dendrites vindos de milhares de outras celulas. Os impulsos geram ondas de corrente eletrica (excitatoria ou inibitoria; cada uma num sentido diferente) atraves do corpo da celula ate a uma zona chamada a zona de disparo, no comeco do axonio. E ai que as correntes atravessam a membrana celular para o espaco extracelular e que a diferenca de voltagem que se forma na membrana determina se o neuronio dispara ou nao.
Wikipedia
http://pt.wikipedia.org/wiki/Neur%C3%B3nio
Causas e efeitos, tentativa e erro

As ciências que estudam as alterações nos processos mentais e as variações do comportamento humano sempre buscaram e continuam buscando mecanismos ou fundamentos que possam ser realmente aplicados na prática diária e, depois de analisados, gerar alguma expectativa na obtenção de soluções, caminhos ou mesmo alguma resposta para tantos questionamentos que cercam a mente e a vida do homem interior.
Esse anseio, extremamente saudável, continua todavia sem apresentar qualquer esperança terapêutica, como se vê pela quantidade de terapias e métodos totalmente inócuos surgidos nas últimas décadas. Algumas técnicas terapêuticas chegam ao cúmulo de afirmar que determinadas cores possuem a capacidade de curar. Tudo isso, junto com um caminhão de técnicas e métodos terapêuticos, é o que denomino técnicas de desespero.
Existe um vácuo nos métodos terapêuticos até hoje apresentados. A ausência de uma palpável definição sobre a origem e a relação entre causas e efeitos e o total desconhecimento acerca do homem interior torna impossível que cheguem a algum lugar. Acrescente-se que a psicologia moderna jamais apresentou qualquer diferença entre certo e errado ou entre normal e anormal, o que já dificulta em muito a forma de analisar os problemas que envolvem o ser humano. Um exemplo significativo é que vários psicólogos de variadas linhas terapêuticas não reconhecem como anormal ou doentio uma grande quantidade de distúrbios de comportamento.
A psicologia, que em alguns estudos é apresentada ao lado da biologia, da sociologia e da antropologia, tem como objetivo estudar e auxiliar o homem no que se refere ao comportamento humano e na sua adaptação social. E, em meados do século XIX, ela ganhou um significativo impulso científico, passando a fazer parte do vocabulário acadêmico da época expressões como “pensamento”, “comportamento humano”, “intelecto”, “sentimentos”, “impulsos”, “sonhos”, “sexualidade” e “emoções”.
Essa variedade de palavras, sem uma coerente e racional definição, na verdade faz aumentar a cada dia a ansiedade acerca de se saber o que é e quem é o ser humano em sua totalidade. A psicologia do século XIX, que era uma ciência dentro da filosofia, veio mais tarde a tomar um rumo independente.
Os primeiros filósofos, como Sócrates, Platão e Aristóteles, já desenvolviam teorias, pensamentos e pontos filosóficos acerca do comportamento, da mente, do corpo e da relação social entre os indivíduos. Portanto, é compreensível fazer parte da vida humana a busca por tão importantes respostas.
A relação entre causas e efeitos sempre foi um questionamento de difícil resposta na história acadêmica, porém a REP apresenta até aqui, como já vimos, um posicionamento progressivo e eficaz acerca dos mecanismos que envolvem a mente e o comportamento. É o que será abordado neste capítulo, ou seja, a relação entre causas e efeitos nos processos mentais e no comportamento humano, como segue:
Já aprendemos que todos os tipos de avaliação, percepção e reconhecimento acerca das emoções e do mundo exterior possuem caráter afetivo, que conseqüentemente suscitam valores, dogmas e fundamentos, os quais por sua vez produzem uma ação na estrutura tricotômica. A partir daí é que se detectam e dimensionam os fatores de influência sobre o comportamento humano, mas as escolas científicas sempre esbarraram no fato de não conseguirem identificar os agentes que possuem poder de ação sobre o comportamento humano, o que naturalmente lhes impede que entendam e avaliem corretamente a situação.
A REP, todavia, identifica e principalmente define os agentes com capacidade de interagir com o comportamento humano. De posse dessa relação detalhada, é finalmente possível estabelecer uma conexão entre causas e efeitos, nos vários tipos de desempenho e comportamento das atitudes humanas. E os fatores que influenciam, interferem e interagem no comportamento humano são: natureza humana, sentimento, caráter, auto-estima, personalidade, sistema sensorial, componente somático e aprendizado.
Portanto, as experiências afetivas insatisfatórias causam danos ao sistema tricotômico e efeitos nocivos à psique, culminando nos variados distúrbios de comportamento.
Graus de desequilíbrio
A agressão à mente humana, acompanhada do desgoverno e do abandono ao homem interior produz inevitavelmente em todo o ser humano uma seqüência de complicações e danos aos componentes psíquicos. Há também nisso uma gradação, que é a seguinte: desequilíbrio emocional (grau I), desequilíbrio psíquico (grau II) e atrofia psíquica (grau III).
Desequilíbrio emocional (grau I)
A mente do indivíduo trabalha, com as tendências e os sentido e saídas, em direção ao comportamento normal. Nesse caso, o indivíduo trabalha o sistema tricotômico com arquivos e informações das ciências de vida. E, mesmo quando o indivíduo manifesta e apresenta algum distúrbio de comportamento em alguma fase ou em toda a vida, suas referências são parâmetros de normalidade. Os distúrbios de comportamento são mais brandos, pois a mente humana se esforça para manter a situação sob controle.
Desequilíbrio psíquico (grau II)
A mente do indivíduo trabalha com uma mesclagem nas tendências e nos sentido e saídas, ocorrendo uma perturbação na referência entre o que é normal e o que é anormal. Nesse caso, o indivíduo mistura e confunde os parâmetros de normalidade e trabalha o sistema tricotômico com arquivos e informações das ciências de vida e de morte. Os distúrbios de comportamento são mais evidentes, pois a mente humana caminha nas duas direções.
Atrofia psíquica (grau III)
A mente do indivíduo perde a referência, ou seja, a mente trabalha sem qualquer base, direção ou tendência, o que inevitavelmente propicia o surgimento de graves perturbações mentais e variados distúrbios de comportamento. Nesse caso, os distúrbios de comportamento são bem mais acentuados, pois a mente humana fica aprisionada nos labirintos das ciências de morte.
A REP e o desequilíbrio emocional
O desequilíbrio emocional é apresentado pela REP como a inabilidade do indivíduo de se relacionar com as experiências afe tivas em geral. É semelhante a um estímulo seguido por uma resposta indevida da estrutura tricotômica do indivíduo. O desequilíbrio emocional é uma fragilidade afetiva do sentimento, podendo causar repercussões nos demais componentes psíquicos — a auto-estima, o caráter e a personalidade. Um indivíduo é emocionalmente desequilibrado quando o seu pneuma e a sua psique estão sendo freqüentemente agredidos pelas emoções insatisfatórias. Não tendo proteção e nem estruturação nas emoções satisfatórias, ele responde com distúrbios e variações de comportamento. O desequilíbrio emocional crônico produz o desequilíbrio psíquico, e este, por sua vez, se também atingir o estado crônico, pode levar à atrofia psíquica.
A REP e o desequilíbrio psíquico
A partir do conjunto dos constituintes psíquicos — o sentimento, o caráter, a auto-estima e a personalidade —, a REP define o desequilíbrio psíquico como o desajuste entre esses componentes, que dificulta o desenvolvimento das tendências básicas de um indivíduo normal e a sua consolidação psíquica. O ajuste e o entrosamento entre os componentes psíquicos é necessário, pois propicia melhores condições para a obtenção do equilíbrio do homem interior. O indivíduo psiquicamente desequilibrado é potencialmente uma séria agressão à sociedade. O equilíbrio ou desequilíbrio na relação entre os componentes psíquicos e o pneuma é que irá determinar o tipo de relacionamento que o indivíduo terá com o seu meio social.
A REP e a atrofia psíquica
Atrofia da psique, encarceramento psíquico, encarceramento da personalidade: esses e outros nomes caracterizam uma grave forma de enfermidade psíquica que pode atingir o homem e causar uma grande variedade de distúrbios de comportamento. A pressão emocional sobre a psique acarreta sérios danos à estrutura psíquica do indivíduo. Os sentidos e saídas do pneuma não cessam de fluir, e, havendo falta de administração do ser interior, as complicações facilmente surgem. Um detalhe importante que não pode ser esquecido é que a psique humana possui ânsia de ser sustentada e nutrida por valores (ou ciências) de vida, e, havendo um desconhecimento do indivíduo sobre a diferença entre ciência de vida e ciência de morte, uma imensa pressão emocional agirá sobre a sua mente, causando estragos consideráveis.
A psique normal e a consolidada
É a psique que encontramos numa criança ao nascer e que, apesar da inevitável agressão emocional e de momentos e graus variados de desequilíbrio emocional, persistirá numa tendência de consolidação por toda a sua vida. O sentido fisiológico da mente humana é seguir numa tendência de crescimento e fortalecimento.
PSIQUE
NORMAL
Psique consolidada
Quando plantamos uma árvore, certamente aguardamos que haja alguma forma de crescimento. Quando uma ave aninha e cuida de seus ovos, ela instintivamente também aguarda algum resultado em forma de crescimento. Nesses dois exemplos, vemos um estádio inicial que, depois de sujeito a vários fatores, resulta em outro, mais apurado. A psique humana, da mesma forma, no seu estádio inicial, possui uma tendência básica para o desenvolvimento e a consolidação. A criança, ao nascer com a sua psique normal, relaciona-se com indivíduos, com o meio ambiente e com objetos. E, no desenvolver da idade, com o crescimento, o seu relacionamento com o mundo afetivo produz nela efeitos psíquicos. Se o desenvolvimento psíquico for satisfatório, haverá adaptação social do indivíduo consigo mesmo e com o seu meio ambiente. Se, porém, o desenvolvimento psíquico for insatisfatório, ele tenderá à fragilidade psíquica, podendo resultar daí um desajuste social.
A psique humana, em seu viver diário, sempre se defrontará com agressões emocionais, que poderão ajudá-la, no processo de crescimento, a aceitar a experiência correta ou a rejeitar a experiência indevida.
A recuperação psíquica e/ou atrófica
É a recuperação de um indivíduo, após um processo de desequilíbrio ou atrofia psíquica, em direção ao fortalecimento e à consolidação da psique. Esse processo é possível quando o indivíduo agredido e desestabilizado psiquicamente reencontra o caminho para o seu desenvolvimento, recuperação e crescimento psíquico. Isso ocorre quando ele identifica e reconhece o poder lesivo das emoções insatisfatórias sobre a sua estrutura afetiva e passa a relacionar-se com as emoções satisfatórias e seus benefícios.
PSIQUE CONSOLIDADA
Parte da humanidade, ao passar por alguns dos estádios acima, reencontram o caminho para a consolidação e fortalecimento de sua estrutura psíquica. Um aspecto importante a ressaltar é que todo indivíduo sofre alguma forma de agressão psíquica, devido à própria natureza humana que habita o pneuma e também pelo fato de todo o nosso relacionamento diário ser de característica afetiva nos dois sentidos, isto é, recebemos e devolvemos afetividade. Nossa interação e relação com o mundo é 100% afetiva, nunca será neutra.
A falta de conhecimento, o despreparo emocional, a formação recebida, a educação, o meio ambiente e social e muitos outros fatores constroem no indivíduo uma estrutura psíquica capaz de interagir satisfatória ou insatisfatoriamente com as emoções. A agressão psíquica é parte integrante do dia-a-dia e presente em qualquer nível ou estrutura social. Mas daí a alguém ser ferido ou lesado psiquicamente é outra história. Agressão com certeza não é a mesma coisa que lesão, no mundo emocional. Nossa simbiose com o mundo é totalmente afetiva: recebemos e devolvemos afetividade, como já foi dito, porém receber palavras de morte não implica necessariamente devolver palavras de morte ou sofrer os seus efeitos.
Distúrbios de comportamento
Dentre as características surgidas no desequilíbrio emocional, no desequilíbrio psíquico e na atrofia psíquica, a principal é a dissociação do comportamento humano ou o comportamento dissociativo, que surge quando se tenta resgatar valores e caminhos capazes de permitir algum crescimento para a estrutura psíquica. A REP apresenta o comportamento dissociativo como distúrbios de comportamento.
As emoções agressivas — insatisfatórias ou doentias — recebem essa definição por agredirem os componentes psíquicos. Todos nós as experimentamos, e cabe ao indivíduo discernir e rejeitar ou aceitar determinada experiência afetiva. A desestabilização da mente humana produz comportamentos anormais dos mais variados tipos. E esses efeitos sobre a psique não são uma máscara utilizada e assumida esponta-neamente, como afirmam algumas linhas doutrinárias da psicologia moderna e ciências do comportamento humano. São na realidade a exteriorização de uma psique agredida, ou até mesmo aprisionada, que está fazendo o possível para reencontrar o seu real crescimento.
Se no decorrer de sua existência e de seu relacionamento com o meio social um indivíduo adquirir e mantiver um desequilíbrio emocional, um desequilíbrio psíquico ou uma atrofia psíquica, ele não conseguirá ser o que é e deseja, e o seu potencial psíquico estará limitado em todos os setores da vida. A REP define e apresenta esses distúrbios de comportamento como sendo uma perturbação da personalidade e uma dissociação do comportamento, pois o indivíduo está descaracterizado de sua real personalidade e privado de seu verdadeiro potencial.
O comportamento dissociativo é, sem sombra de dúvida, um mecanismo de defesa desenvolvido para preservar a estrutura psíquica. É um comportamento lesivo para a sociedade e para o indivíduo e, mais importante, é um comportamento que surge pelo desconhecimento das ciências de vida. Pois, assim como as ciências de vida se multiplicam, também as ciências de morte crescem e se diversificam, resultando em distúrbios cada vez mais graves e lesivos. E, com os psicólogos, psicanalistas e terapeutas em geral concordando com tudo o que os pacientes lhes apresentam e sabendo apenas dizer que o sexo evita neuroses, a situação tende a se agravar. E, continuando esses profissionais a não discernir o certo do errado, a tricotomia, as emoções em geral e os constituintes psíquicos, ao invés de curar, estão alimentando uma doença que produz cada vez mais sintomas, agravando o quadro inicial.
Os terapeutas modernos em geral possuem uma atitude totalmente descomprometida com qualquer parâmetro de normalidade. Um exemplo marcante, que demonstra o seu total desconhecimento da estrutura tripartida do ser humano, é um fundamento de morte muito divulgado pelos meios de comunicação, segundo o qual o homem e a mulher possuem dentro de si um homossexualismo latente, ou ainda que certos homens possuem dentro de si um ser feminino e algumas mulheres um ser masculino. E conseguem ir mais longe, afirmando que tais indivíduos necessitam aprender a conviver e trabalhar com essa realidade e que, se for preciso e tiverem vontade, podem relacionar-se tranqüilamente, pois tal comportamento não lhes causará dano algum.
Os distúrbios de comportamento em geral podem ser observados num indivíduo, num grupo de pessoas, numa comunidade ou até mesmo numa nação inteira (quando a agressão psíquica leva a uma adaptação cultural).
Tanto o desequilíbrio emocional quanto o psíquico geram inicialmente um distúrbio de comportamento mais brando ao compensar a agressão. Caso se torne mais freqüente e crônico, o desequilíbrio será mais grave, chegando à atrofia — um distúrbio leva a outro distúrbio. Mas esse parâmetro de gravidade é extremamente intangível para delimitar padrões, pois as suas extensões e profundidades variam totalmente conforme os valores e fundamentos de cada indivíduo.
No diagrama acima, a parte irregular representa os distúrbios de comportamento desenvolvidos e assumidos pelo ser humano na tentativa de um retorno ao caminho da consolidação psíquica, porém os distúrbios são facetas e comportamentos anormais que intensificam ainda mais a agressão psíquica. E, quando a psique se encontra num processo de desequilíbrio acentuado e crônico, o indivíduo não consegue desfrutar de um crescimento psíquico, porque a sua psique está aprisionada.
O desequilíbrio emocional, o desequilíbrio psíquico e atrofia psíquica produzem uma grande variedade de distúrbios comportamentais que, se não forem devidamente tratados e recuperados, podem levar o indivíduo a uma neurose, a uma psicose e até mesmo ao suicídio.
Sintomas
Os indivíduos atingidos em sua estrutura tricotômica por emoções insatisfatórias podem apresentar um quadro com determinadas características, os chamados sintomas, tais como: insônia, anorexia, constipação intestinal, alterações no desempenho sexual, gastrite, alucinações audiovisuais, irritabilidade, enxaqueca, alteração da pressão arterial, sonolência, angústia, ansiedade, depressão, dor abdominal, taquicardia, taquipnéia, dor no peito, sudorese, calafrios, desmaios, astenia, tremores, rubor, palidez etc.
O indivíduo agredido em sua estrutura tricotômica, ao permitir que uma verbalização de morte seja desarquivada e aja de contínuo sobre a estrutura tricotômica, faz com que seja gerada uma grande variedade de distúrbios de comportamento, lesivos a ele próprio e à comunidade. Exemplos: concentração e confiança excessiva no soma, consumidor compulsivo, isolamento, retração, relacionamento embaraçoso, falta de controle próprio, crises de raiva e agressão infundadas, polifagia (apetite desenfreado), deslealdade, impiedade, comportamento anti-social ou não socializado, alcoolismo, tabagismo, egoísmo, incapacidade crônica de enfrentar as exigências comuns da vida, agressividade, dependência química, sexualização das relações, fadiga, falar excessivo, descontrolado e inconveniente, atitude fantasiosa e ilusória (o mentiroso), necrofagia, hematofagia e antropofagia, avareza, fanatismo, anorexia nervosa (falta de apetite), comportamento egocêntrico, pessimismo e otimismo incontidos, cleptomania, desvios sexuais ou sexopatia (homossexualidade, pedofilia, exibicionismo, fetichismo, travestismo, sadismo, masoquismo etc).
São também distúrbios de comportamento: apetite e desejo de ingestão de material atípico (barro, terra, gelo, pedras, metais, madeiras), timidez, intenso temor irracional de objetos e situações, estados mentais perturbadores do tipo fuga, amnésia e concentração excessiva, pânico, doença de Tabis, comportamento irreal e alienado, preocupações mórbidas com processos orgânicos e doenças seguidas de múltiplas queixas físicas, astenia crônica, neuroses, psicoses. Fazem parte desse grupo os homicidas, os estupradores, os pichadores, os assassinos em série etc.
Doença de Tabis
É o lento, porém progressivo estado de evolução dos distúrbios de comportamento em relação à sua gravidade. Ocorre quando a mente humana, por não solucionar um determinado distúrbio, se aprofunda em outros distúrbios, mais graves, pneuma adentro. Pode também ser definida como um processo de aprisionamento da mente humana pelo seu próprio pneuma.
Distúrbios sexuais
Já aprendemos que não há sexualidade no pneuma nem na mente, que a sexualidade é exclusiva do corpo humano.
Portanto, uma decisão grave, como a cirurgia para mudança de sexo, é uma séria mutilação do corpo humano, mas também da estrutura psíquica, pois, com ou sem cirurgia, o corpo humano sempre trabalhará em função de seus cromossomos (XX ou XY), e aí, com certeza, nenhum bisturi poderá chegar. Após ser submetido à cirurgia para mudança de sexo, o indivíduo aprisionado afetivamente experimenta o completo desabamento de seu ser interior, e ficará impossibilitado de manter uma saudável conexão tricotômica.
O homossexualismo é uma sexopatia, um comportamento anormal e agressivo à estrutura tricotômica. Nas sexopatias, e principalmente no homossexualismo, está evidente o irracional que habita o pneuma, encontrando ocasião para a sua manifestação e ilusão psíquica. Prova disso é que, se colocássemos todos os homossexuais em um local isolado — numa ilha deserta, por exemplo —, em alguns anos todos estariam extintos, pois eles próprios, como agrupamento social, não conseguiriam continuar a espécie, já que são contra o sexo normal e fisiológico.
Angústia, ansiedade e depressão
A pressão emocional indevida, quando não é corretamente administrada, resulta em uma sintomatologia característica e bastante incômoda, conhecida como angústia, ansiedade e depressão. O desarquivamento de valores de morte, a inabilidade ou imaturidade emocional, a desestruturação afetiva e psíquica e a desorganização social, entre outros fatores, ao gerarem o comportamento dissociativo, passam a produzir esses sintomas, que são companheiros assíduos de uma vida emocional e afetiva desestruturada.
A ansiedade é um estado caracterizado por uma sensação subjetiva de temor e apreensão, em geral com um conteúdo definido (idéia, pessoa ou objeto acerca do qual a pessoa está ansiosa) e associado com acompanhamentos fisiológicos: sensação de falta de ar, palpitação, inquietude, compulsão para comer ou perda do apetite, dor no peito, tremor, suor, rubor e outros.
A angústia é um desconforto psíquico acompanhado de agitação ou temor, mediante uma situação real ou imaginária, que pode ser definido junto com a ansiedade e também associado com os acompanhamentos fisiológicos desta.
A depressão é a sensação acentuada de desconforto que atua sobre os componentes psíquicos, principalmente o sentimento e a auto-estima. Também pode causar alterações no desempenho fisiológico.
A angústia, a ansiedade e a depressão, sintomas decorrentes de uma pressão emocional insatisfatória, compõem uma tríade de efeitos bastante lesivos que, apesar das cifras estatísticas gigantescas, podem ser devidamente reparados. E, tal como os distúrbios de comportamento, podem ser substituídos por um comportamento normal, que resultará em efeitos satisfatórios para toda a estrutura tricotômica.
Identifico esses sintomas como conseqüências de privações emocionais satisfatórias, às quais o ser humano está sujeito em determinadas fases da vida. A ausência de valores de vida, a pressão de valores de morte, a desorganização dos territórios afetivos e o descontrole do pneuma sempre estarão acompanhados desses sintomas característicos.
Temos hoje, no mercado farmacêutico, diversos medicamentos para essas situações, todavia é necessário restabelecer o equilíbrio interior com parâmetros satisfatórios, pois os medicamentos atuam apenas no componente somático. É o que veremos no capítulo 7.
Perfil psicológico
Todos os distúrbios, do mais simples e mais brando ao mais agressivo e lesivo, podem ser traçados dentro de determinados padrões comportamentais, que variam numa escala de gravidade e enquadram o indivíduo em um determinado perfil, denominado psicológico. Isso quer dizer que determinados distúrbios possuem um perfil e uma característica de maior e de menor incidência e podem ser enquadrados segundo os parâmetros citados a seguir.
Todo indivíduo possui um perfil psicológico, que, na análise e verificação de incidência dos distúrbios de comportamento, pode ser traçado em cima de padrões preestabelecidos. Os principais pontos para uma análise de perfil comportamental são os seguintes:
artigo
Portal Psique- Revolução Emocional Psiquica
Transtorno bipolar/ Disturbio bipolar

Me perguntaram um dia o que é o disturbio bipolar. Respondi que iria fazer uma matéria sobre o tema, pesquisando de forma a dar uma explicação simples e ao mesmo tempo cientifica acabei encontrando este artigo. Espero que ajude...
Distúrbio bipolar:
Distúrbio de temperamento em que períodos de mania e depressão se alternam, às vezes com períodos de humor normal entre eles.
Distúrbios de temperamento:
•A maioria das pessoas apresenta ampla variação emocional, mas em algumas pessoas com distúrbios de temperamento, essa variação é bastante restrita.
•Elas parecem estar presas a um ou outro extremo do espectro emocional, ou podem alternar períodos de mania e de depressão.
•Alterações no humor ou no estado emocional prolongado.
–Depressão
–Mania
–Distúrbio bipolar
Depressão:
•Distúrbio de temperamento caracterizado por sentimentos esmagadores de tristeza.
•Falta de interesse em atividades.
•Às vezes, sentimentos intensos de inutilidade e culpa.
O DSM-IV distingue entre duas formas de depressão clínica.
–O distúrbio depressivo maior é um episódio de tristeza intensa que pode durar vários meses.
–A distimia envolve uma tristeza menos intensa, mas persiste com pouco alívio por um período de dois anos ou mais.
Mania:
•Distúrbio de temperamento caracterizado por estados de euforia:
–Extrema atividade física.
–São excessivamente falantes.
–Distraem-se facilmente.
–Às vezes, os maníacos se sentem grandiosos.
Causas dos distúrbios de temperamento:
A maioria dos psicólogos acredita que os distúrbios de temperamento resultam de uma combinação de:
–Fatores biológicos.
–Fatores psicológicos.
–Fatores sociais.
Fatores biológicos:
•A genética parece desempenhar um papel importante no desenvolvimento dos distúrbios de temperamento.
•A evidência mais forte do papel da genética vem do estudo de gêmeos.
•Certos desequilíbrios químicos no cérebro têm sido relacionados aos distúrbios de temperamento.
Fatores psicológicos:
•Distorções cognitivas podem levar ao desenvolvimento de distúrbios de temperamento.
•Distorções cognitivas:
–Resposta ilógica e não-adaptativa a eventos ocorridos durante a infância e que leva a sentimentos de incompetência e de invalidez; é reativada sempre que surge uma situação semelhante aos eventos originais.
Tipos de pensamento ilógico:
•Inferência arbitrária
•Abstração seletiva
•Supergeneralização
•Ampliação e minimização
Fatores sociais:
•Dificuldades em relações interpessoais podem levar a distúrbios de temperamento.
•A ligação entre depressão e relações problemáticas pode explicar o fato pelo qual as mulheres tendem a sofrer mais de depressão – as mulheres tendem a ser mais orientadas pelos relacionamentos do que os homens.
Carbonato de lítio:
•O lítio é um sal natural que é usado no tratamento do distúrbio bipolar.
•O lítio ajuda a equilibrar as oscilações de humor entre níveis elevados de alegria e de depressão.
Copyright © 2007 Reginaldo do Carmo Aguiar. Todos os direitos reservados.
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Reginaldo do Carmo Aguiar é psicólogo clínico comportamental no Instituto de Terapia de Contingências de Reforçamento de Campinas-SP e estudioso do Comportamento e Neurociências. Formou-se na Universidade Federal de Uberlândia. E está se especializando em Terapia comportamental no ITCR que é uma das melhores especializações desta área no Brasil. Endereço: Rua Josefina Sarmento, 387-395 Cambuí - Campinas -SP.
Email: psicopoesia@yahoo.com.br.
Blog: http://www.psicopoesia.blogspot.com/.
sábado, 15 de novembro de 2008
Você ja teve dores no peito

Angina do peito
1- O quê é a angina do peito ? A angina do peito ou angina pectoris , é uma dor ou desconforto transitório localizado na região anterior do tórax , sentido como uma sensação de pressão , aperto ou queimação . 2- Causas : A angina de peito ocorre quando o músculo cardíaco ( miocárdio ) , não recebe uma quantidade suficiente de sangue e oxigênio. Este processo é chamado de isquemia miocárdica ou isquemia coronariana . Esta deficiência de oxigenação pode ser fruto de um aumento das suas necessidades , por uma diminuição da oferta , ou ainda , por ambos mecanismos . As necessidades de oxigênio do coração são determinadas pelo seu grau de esforço, isto é, pela freqüência e a intensidade dos batimentos cardíacos. O esforço físico e as emoções aumentam o trabalho cardíaco e a demanda de oxigênio por parte do coração .
Artérias que apresentam algum estreitamento ou obstrução , aonde o fluxo sangüíneo para o miocárdio não pode ser aumentado para suprir uma maior necessidade de oxigênio, podem ocasionar crises de angina do peito . A principal causa da angina do peito é a doença arterial coronariana , ou seja , a presença de placas de gordura ( ateromas ) na parede das artérias do coração . A angina do peito pode ser decorrente de outras causas , incluindo a cardiopatia hipertensiva ( doença cardíaca causada pela hipertensão arterial ) e as doenças da válvulas cardíacas , especialmente o estreitamento da válvula aórtica ( estenose aórtica ).
As doenças do músculo cardíaco ou cardiomiopatias , dos tipos dilatada e hipertrófica , são outras causas de angina do peito . Estas doenças caracterizam-se respectivamente , por uma dilatação espessamento anormal do miocárdio , acarretando um aumentando da necessidade de oxigênio por parte deste músculo . O espasmo arterial coronariano ( contração súbita e transitória da camada muscular da artéria coronária ) , a tortuosidade coronariana ( artérias coronárias tortas ) e a ponte intramiocárdica ( trajeto anormal da artéria coronária por dentro do músculo cardíaco , causando-lhe um estreitamento durante a contração cardíaca ) , também são outras causas possíveis de angina do peito . 3- Sintomas : Nem todos os indivíduos com isquemia miocárdica apresentam angina do peito. Este processo é chamado de isquemia miocárdica silenciosa. Os pacientes costumam perceber as crises de angina do peito como uma pressão , aperto ou queimação , na região central do tórax . A dor também pode atingir os ombros ou irradiar-se pela face interna dos membros superiores , costas , pescoço , maxilar ou região superior do abdôme.
Muitos indivíduos descrevem a sensação mais como um desconforto ou uma pressão , do que uma dor propriamente dita . Tipicamente , a angina do peito é desencadeada pela atividade física , dura alguns poucos minutos ( 3 a 15 minutos ) e desaparece com o repouso ou com o uso de nitratos ( vasodilatadores coronarianos ). A dor da angina do peito não costuma piorar com a respiração ou movimentação do tórax. O estresse emocional também pode desencadear ou piorar as crises de angina do peito. 4- Formas de apresentação : A angina do peito poderá ser chamada de estável , instável ou variante . A angina do peito estável é aquela que apresenta sempre as mesmas características , ou seja , seu fator desencadeante , intensidade e a sua duração costumam ser sempre os mesmos . Na angina do peito instável, o desconforto passa a ter uma maior freqüência , intensidade ou duração , muitas vezes , aparecendo ao repouso .
A angina do peito instável é uma emergência médica , pois poderá evoluir para um infarto do miocárdio ou até a morte . A angina do peito instável geralmente é fruto da ruptura de uma placa de gordura ( acidente da placa de ateroma ) em uma artéria coronária , levando a formação de um trombo que interrompe parcialmente o fluxo de sangue para uma área do miocárdio . A angina do peito variante , também chamada de angina de Prinzmetal , é resultante de um espasmo da artéria coronária . Esse tipo de angina do peito é chamada de variante por se caracterizar pela ocorrência de dor com o indivíduo em repouso ( geralmente à noite ) , não durante o esforço e , por certas alterações eletrocardiográficas típicas . 5- Diagnóstico: O diagnóstico de angina do peito baseia-se na descrição dos sintomas feita pelo paciente.
Entre as crises de angina do peito ou mesmo durante uma crise, o exame físico ou o eletrocardiograma , podem revelar nenhuma ou poucas alterações . Certos exames auxiliam no diagnóstico e na estimativa da gravidade da isquemia miocárdica , bem como a extensão da doença arterial coronariana. O teste de esforço ou ergométrico ( exame em que o paciente caminha sobre uma esteira enquanto é monitorado através de um eletrocardiograma contínuo ) pode ajudar no diagnóstico , sendo geralmente o primeiro exame a ser solicitado depois do eletrocardiograma . O estudo com substâncias radioativas ( radioisótopos ) , chamado de cintilografia de perfusão miocárdica , pode ser combinado com o teste de esforço , desta forma , apresenta uma maior sensibilidade para detectar a presença de isquemia miocárdica . Este exame , através de imagens tomográficas , analisa o grau de captação do radisótopo pelo músculo cardíaco .
O ecocardiograma de estresse é um exame em que são obtidas imagens do coração através de ondas de ultrassom . A imagens dos ecocardiogramas são obtidas em repouso e durante o estresse com exercício físico ou após a infusão de uma droga , chamada de dobutamina. Quando existe isquemia, o movimento de contração do músculo cardíaco é anormal . Na depedência do quadro clínico ou do resultado dos exames mencionados anteriormente , poderá ser necessário a realização de um cateterismo cardíaco e cineangiocoronariografia ( exame contrastado das artérias coronárias ) . Este procedimento é mais comumente utilizado para a determinação da gravidade da doença arterial coronariana , avaliando a necessidade ou não , de algum procedimento para melhorar o fluxo sangüíneo , ou seja , uma angioplastia coronariana ou cirurgia de ponte de safena. A angiotomografia das artérias coronárias é um método muito promissor para demonstrar a presença e a gravidade das placas de ateromas nas artérias do coração .
6- Complicações e prognóstico: Angina incapacitante , arritmias cardíacas e distúrbios da condução elétrica do coração , insuficiência cardíaca , infarto do miocárdio e morte , poderão ocorrer nos pacientes portadores de angina do peito . A estimativa do risco de um paciente com angina do peito baseia-se nos achados clínicos e no resultado dos exames complementares citados acima . Alguns fatores indicativos de uma pior evolução dos pacientes com angina do peito são : idade avançada, grande extensão da doença arterial coronariana ( comprometimento de várias artérias por placas de ateroma ) , gravidade dos sintomas e , principalmente , o grau de comprometimento da força de contração do músculo cardíaco ( chamada de função ventricular esquerda ) . A evolução dos pacientes com angina do peito costuma ser muito boa nos pacientes com angina do peito estável e uma força normal contração do músculo cardíaco. A mortalidade geral dos pacientes com angina do peito estável é cerca de 1% ao ano , podendo chegar a mais de 3% em pacientes de alto risco . Os pacientes com angina do peito instável são mais graves , sendo que idade maior que 75 anos , angina do peito prolongada ( mais que 20 minutos ) , sinais de redução na força de contração do coração e certas alterações eletrocardiográficas , são indicativos de maior risco para o infarto do miocárdio e morte. 7- Tratamento : O tratamento da angina do peito deverá incluir os seguintes ítens: - Tratamento dos fatores de risco cardiovascular : controlar a hipertensão arterial , as dislipidemias (anormalidades do colesterol e suas frações ) , a obesidade e o diabete melito , são medidas fundamentais . Neste aspecto , as mudanças nos hábitos de vida , como uma alimentação adequada , prática de exercícios físicos e a perda de peso serão de grande valia . A maioria dos pacientes ainda necessitará da utilização de medicamentos que combatam estes fatores de risco cardiovascular. A cessação do hábito de fumar e o controle do estresse , também são medidas que deverão ser obrigatoriamente adotadas. - Tratamento dos fatores agravantes da angina do peito : anemia, obesidade , hipertensão arterial descontrolada , arritmias cardíacas e distúrbios da condução elétrica do coração , distúrbios da tireóide e o excesso de peso, são algumas das situações que aumentam a demanda de oxigênio pelo miocárdio , agravando a angina do peito. Estas condições deverão ser controladas. - Medicamentos : betabloqueadores ( medicamentos que diminuem a freqüência do batimento cardíaco e a pressão arterial ) , os nitratos ( vasodilatadores ) , os bloqueadores dos canais de cálcio ( medicamentos que diminuem a freqüência dos batimentos cardíacos , sendo ainda vasodilatadores , diminuindo a pressão arterial ) e a trimetazidina ( medicamento que melhora a oxigenação do músculo cardíaco ), diminuem os episódios de angina do peito e podem melhorar a tolerância do paciente à realização de exercícios físicos. Drogas antiplaquetárias , como o ácido acetilsalicílico ( aspirina ) , a ticlopidina e o clopidogrel , serão prescritas para a maioria dos pacientes. As vastatinas , drogas redutoras de colesterol , deverão ser usadas por todos os pacientes com angina do peito quando a sua causa for a doença arterial coronariana ( independentemente do nível de colesterol do paciente ) .
Na angina do peito instável , com o paciente hospitalizado e monitorizado , serão utilizadas drogas mais potentes para combater a formação de coágulos , como as heparinas e os inibidores dos receptores IIB IIIA das plaquetas do sangue. Nitratos e betabloqueadores poderão ser administrados de forma injetável. - Angioplastia coronariana : de acordo com o quadro clínico e os exames complementares ( eletrocardiograma , teste ergométrico , cintilografia de perfusão miocárdica ou ecocardiograma de estresse ) , a realização de um cateterísmo cardíaco e cineangiocoronariografia poderá ser necessária. Após a realização deste exame e a constatação da presença de uma ou mais placas de ateroma críticas ( geralmente maiores que 70% ) , causadoras de isquemia coronariana , uma angioplastia coronariana poderá ser indicada como uma das opções de tratamento .
Este método de tratamento consiste na punção de uma artéria de grande calibre ( geralmente a artéria femoral ou radial ) , na qual será introduzido um cateter com um balão na sua extremidade , direcionando-o até a artéria coronária obstruída. Em seguida, este cateter balão será insuflado sob alta pressão, para comprimir a placa de ateroma contra a parede arterial , desobstruindo a artéria. Nesta ocasião poderá ser liberada uma estrutura metálica, chamada de stent , no local da obstrução coronariana . A angioplastia coronarina geralmente não é mais eficaz que o tratamento com remédios para prevenir o infarto do miocárdio ou morte , no entanto , pode ser mais efetiva no controle dos sintomas de angina do peito. - Cirurgia de ponte de safena ( revascularização miocárdica ) : nem todas as obstruções da artéria coronária podem ser submetidas à uma angioplastia coronariana devido à sua localização, sua extensão ou grau de calcificação. A cirurgia de ponte de safena , é altamente eficaz nos casos de AP e doença arterial coronariana que comprometa um ou mais locais críticos das principais artérias do coração , aonde realizar uma angioplastia coronariana passa a ser perigoso ou tecnicamente inviável . A cirurgia pode melhorar a tolerância ao exercício, reduzir os sintomas e diminuir o número ou a dose das medicações necessárias. Nesse indivíduo, a cirurgia não emergencial apresenta um risco de morte de 3% ou menos e , uma possibilidade de uma lesão cardíaca ( por exemplo , o infarto do miocárdio ) , inferior a 5%. Com a cirurgia, cerca de 85% dos pacientes obtêm um alívio completo ou muito significativo dos sintomas de angina do peito . O risco cirúrgico é um pouco mais elevado para os indivíduos com redução da capacidade de contração do coração , infarto do miocárdio prévio , idosos e , em pacientes com um comprometimento mais intenso das artérias coronárias . A cirurgia de ponte de safena consiste no enxerto de veias ou artérias , desde a aorta ( a maior artéria do corpo, que conduz o sangue do coração ao restante do organismo ) até um ponto da artéria coronária após a obstrução , desviando o sangue . Em geral, as veias utilizadas para o implante são retiradas do membro inferior. Quase todos os cirurgiões usam pelo menos uma artéria como enxerto. Normalmente a artéria utilizada é a mamária interna , retirada da região inferior do esterno ( osso localizado na região central do tórax ). É raro que essas artérias apresentem doença arterial coronariana e mais de 90% delas ainda apresentam um funcionamento adequado dez anos após a cirurgia de ponte de safena. Os enxertos venosos , retirados das pernas , podem apresentar uma obstrução gradual e, após cinco anos, um terço ou mais podem apresentar uma obstrução completa. Além de aliviar os sintomas da angina do peito, a cirurgia de ponte de safena melhora o prognóstico de alguns indivíduos, especialmente aqueles que apresentam uma doença mais grave , diminuição significativa da força de contração do coração ou são diabéticosObs.:Informações do INCOR